Assim me fazes sentir,
preso dentro de uma caixa de cartão...
A noite cede e vês que lá fora tens tempo.
Os anos passam-te pelos olhos,
Como tempos que te marcaram.
Tu és o bom,
Tu és o mau...
Entre momentos que a memória não perdoa
E tu tentas fugir,
mas não dá.
Tu gritas,
Não aguentas,
Não vês que se tu lutares
Quem tu amas,
Destrói-te,
Agarra-te e deita-te no chão como nunca te sentiste.
Enquanto o sonho fica de lado.
E acabo sempre na mesma caixa de cartão.

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