sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Isolado no destino

Isolado,
Deixo-me levar para longe junto com o lixo
Olhando ao meu redor
Sentindo-me perdido
Pensando em ti,
Será a hora errada?
Para alguém novo desaparecer?
É um crime pequeno
E não tenho desculpas
Esta certo?
Retiro a arma do bolso
Começo a ver sangue...
A revolta acordou
A lágrima caiu
Pedi desculpa por não perdoar...
Não consegui,
Lentamente me deixo partir
Sem ninguém reparar
Sem ninguém ver,
Cai...
Sem me voltar a por a pé desta vez
Deixo-me partir
E a ser recordado com uma lagrima de sangue
Que deixei cair face abaixo
Olhem-me para o corpo,
Vejam as minhas mãos,
Vejam a dor que passei,
Tornei-me num ser intocável
O desprezo é amante do silêncio
Ele prospera na minha solidão
Fechado nesta escuridão
Com delicados galhos espiralados
Que estrangulam o coração...
Morrendo lentamente
Nesta escuridão
O silencio esconde a dor,
O amar,
O adorar,
A tristeza,
A fraqueza!
Estou a ir embora
Será o fim?
Não sei,
Simplesmente isolado corro atrás do destino...